quinta-feira, 24 de julho de 2008

Coisas do passado 3 : Os Fás.

Como outro qualquer episódio que se podia passar no verão, o calor fazia com que recorrêssemos aos gelados. Fosse Olá ou fosse Camy, ainda me lembro quando um Mini Milk custava 25 paus, e agora ja deve ser para aí um euro. É certo e sabido que um gajo crescido já não come Calipos, não vá levar com os piropos dos amigos sobre a mestria do ‘saber bem chupar’ e esse tipo de coisas. Mas os putos adoram. Para eles não existe um Feast nem um Magnum, é o Calipo e o Corneto de morango ou de nata quando querem algo mais alimentício. Mas estes gelados, ditos ‘maiores’ já não eram baratos, e quando o dinheiro apertava, infelizmente (para a saúde) recorria-se aos fás.

Os fás, ou fãs, ou algo do género dependendo do sotaque de cada um, consistiam muito sucintamente numa tira de plástico a envolver um pedaço de gelo com corantes em que o sabor variava com a côr.

Do vermelho morango ao popular laranja, ao amarelo quase limão, passando por um azul que nunca conheci ninguém que se tenha atrevido a experimentar, no belo castanho/preto de coca cola, a acabar no verde tutti frutti, a escolha era imensa. No fundo qualquer que fosse o sabor, acabava por não interessar, porque como era gelo, sabia a gelo na íntegra, e de vez em quando lá vinha o sabor a corante.

Quanto ao tamanho, isso já envolvia preços. Se bem me recordo havia de 10 paus que tinham uns 20cms, os de 20 que eram maiorzinhos, os de 50 que eram aqueles que a maior parte queria pela relação preço/qualidade, e finalmente o de 100 que era um estouro que tinha pouca saída, uma vez que já se comprava um gelado ‘a sério’ com esse dinheiro. Quando o gelo acabava, só sobrava o corante, então era enrolar aquilo para vir o suminho todo para acabar o belo repasto.

No final, tenho plena consciência que os fás me roubaram uma boa meia dúzia de anos de vida. Isso e aqueles tubinhos com uma coisa qualquer lá dentro tipo açúcar que fazia lembrar cocaína. Felizmente nunca me meti nisso!

Depois de procurar arduamente na net, é mais que óbvio que nunca ninguém tirou uma foto a um fá, ou sequer os menciona, mas de certeza que todos se lembram do que era...

E assim se passava uma tarde no café em frente à escola à espera que o pai ou a mãe nos viessem buscar.

Um artificial bem haja,

-A

quarta-feira, 23 de julho de 2008

A reter.

Os Camarões são sem dúvida uma equipa com um fantástico potencial táctico e poder atacante, em 6 estrelas, no PES5. No decorrer de um calmo serão com uma Xbox recuperada dum armário, Pires e eu recuperámos a nossa honra ao vencer por fim, jogando na mesma equipa, por expressivos 3-1, ao fim do 4º jogo sempre a perder.

Um garagístico bem haja,

-A

quinta-feira, 17 de julho de 2008

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Chama.

No outro dia estava a ir para o Porto, quando um outdoor daqueles que é suposto serem proibidos nas AEs chamou a minha atenção.

Vislumbrei muito rápido um casal de senhores idosos nús da cintura para cima a beijarem-se loucamente, e o slogan era 'reacenda a sua chama'.

Ora, eu acho que tanto como eu, toda a gente NÃO quer ver na autoestrada, e em tamanho 10x5m um casal de octogenários em badalhoquices. Nem consegui voltar a olhar para o cartaz para ver sobre o que é que era.
Acho que era uma lareira daquelas artificiais. Ou uma cozinha. Acho que vi uma cozinha com placas vitrocerâmicas de relance.

Devia ter mesmo ido para publicidade e marketing.

Um bom e velho bem haja,

-A

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Coisas do passado 2 : Os relógios da Casio.

Pois é, lembrei-me de outra coisa magnífica. No tempo em que andávamos nas EB2,3s e basicamente como ninguém tinha telemóvel e o relógio se tornava um acessório incómodo do dia-a-dia, não sabíamos as horas. Então num destes natais, os pais, como símbolo de um gajo estar a crescer, ofereciam-nos o nosso primeiro Flick-Flack (o que também é um óptimo tema, mas infelizmente não irei falar disso).
O que interessa é que com o evoluir das coisas, nos belos e high-tech anos 90, toda a gente queria um relógio digital, coisa que hoje em dia se tornou um pouco abominável. E havia vários exemplares, desde aqueles que vinham numa bola de plástico naquelas máquinas da garra até aos mais tardios e elitistas G-Shock (também da Casio). Portanto, a Casio era assim considerada o ex-libris dos relógios digitais.

Nisto, uma bela novidade surge, que eram aqueles relógios da Casio (não sei se houve em mais alguma marca) que tinham a bela particularidade de controlar a televisão, e até o vídeo! Vinham com um manualzinho tipo dicionário de bolso onde tinha discriminado o código a inserir para cada marca de televisão, não sendo garantido sempre o funcionamento, claro, mas o pequeno infravermelhos ainda tinha um alcance bastante consideravel.

E assim se passavam aulas em que se ia ver um filme sobre qualquer coisa a mudar de canal, ou a chatear as senhoras do bar enquanto se pedia um pão com planta.

Um analógico bem haja,

-A

quinta-feira, 10 de julho de 2008

terça-feira, 8 de julho de 2008

Curtas

Bob Dylan - Like a Rolling Stone

Once upon a time you dressed so fine
You threw the bums a dime in your prime, didn't you?
People'd call, say, "Beware doll, you're bound to fall"
You thought they were all kiddin' you
You used to laugh about
Everybody that was hangin' out
Now you don't talk so loud
Now you don't seem so proud
About having to be scrounging for your next meal.

How does it feel
How does it feel
To be without a home
Like a complete unknown
Like a rolling stone?

You've gone to the finest school all right, Miss Lonely
But you know you only used to get juiced in it
And nobody has ever taught you how to live on the street
And now you find out you're gonna have to get used to it
You said you'd never compromise
With the mystery tramp, but now you realize
He's not selling any alibis
As you stare into the vacuum of his eyes
And ask him do you want to make a deal?

How does it feel
How does it feel
To be on your own
With no direction home
Like a complete unknown
Like a rolling stone?

You never turned around to see the frowns on the jugglers and the clowns
When they all come down and did tricks for you
You never understood that it ain't no good
You shouldn't let other people get your kicks for you
You used to ride on the chrome horse with your diplomat
Who carried on his shoulder a Siamese cat
Ain't it hard when you discover that
He really wasn't where it's at
After he took from you everything he could steal.

How does it feel
How does it feel
To be on your own
With no direction home
Like a complete unknown
Like a rolling stone?

Princess on the steeple and all the pretty people
They're drinkin', thinkin' that they got it made
Exchanging all kinds of precious gifts and things
But you'd better lift your diamond ring, you'd better pawn it babe
You used to be so amused
At Napoleon in rags and the language that he used
Go to him now, he calls you, you can't refuse
When you got nothing, you got nothing to lose
You're invisible now, you got no secrets to conceal.

How does it feel
How does it feel
To be on your own
With no direction home
Like a complete unknown
Like a rolling stone?

domingo, 29 de junho de 2008

A final.

Nos inícios da primeira parte a Alemanha estava irreconhecível. Boas linhas de passe, a arriscar em sair da defesa, boa marcação homem a homem, bons contra ataques e maior posse de bola. A Espanha muito remetida a passar a bola ao redes e raramente avançava. Aos poucos foi ganhando mais poder de ataque, passes de Iniesta e Xavi que em nada ficavam a dever ao Deco. Sérgio Ramos e Puyol um pouco abaixo das expectativas, a deixar passar vezes a mais Podolski e Schweinsteiger. A insistência de Fernando Torres provou uma bola ao poste e um golo feito em situação bastante complicada e demonstraram a enorme qualidade de ‘El Niño’. Ballack já teria merecido o amarelo há mais tempo, e o que foi dado a Casillas foi perfeitamente injustificado. Da parte da Espanha, Capdevilla poderia ser substituido uma vez que não está a fazer grande coisa. Da parte da Alemanha, Mertesacker apesar da grande altura está a deixar-se bater muito pela velocidade espanhola. De notar os reflexos de Lehmann que perto do início ainda impediram um autogolo que julgo de Lahm. O Casillas fazia-me lembrar um Ricardo a sair bem aos cruzamentos, e o Torres um Nuno Gomes que sabia finalizar.

Na segunda parte deu muito mais Espanha. A Alemanha ia criando uma ou outra raríssima oportunidade de longe a longe, e os espanhóis iam aproveitando. Schweinsteiger ia tentando fazer algo, mas sem efeito. Não fosse Lehmann também um excelente redes, tinha ficado 2 ou 3-0. Belas jogadas construídas, enorme visão de jogo, muita coesão entre a equipa e ninguém armado em estrela valeram à Espanha a vitória merecida deste campeonato europeu após 44 anos, sem nunca terem perdido um jogo na fase final toda.

Man of the match: de Casillas a Xavi, passando por Iniesta, Senna ou Fernando Torres (por mim), Fernando Torres (pela UEFA).



Um futebolístico bem haja,

-A

As meias do Euro 2008.


O Alemanha – Turquia foi um jogo francamente bom da parte da Turquia na primeira parte. Os alemães sempre muito remetidos ao seu meio campo, poucas ou nenhumas oportunidades criaram. Azar da parte da selecção turca, que com menos 5 jogadores no banco por castigo ou lesões, viu a sua congénere fazer 3 remates, 3 golos, o 3-2 aos 90, pouco depois de terem igualado o marcador. Um resultado que no fim não é justo, mas que louva a eficácia alemã. Man of the match: Senturk (por mim), Lahm (pela UEFA).

Quanto ao Espanha – Rússia também pouco deu para ver da temida Rússia que tinha sido tão eficaz contra a Holanda. Muito por culpa da extrema jogabilidade em equipa por parte da selecção espanhola que punha qualquer outra a um canto. Por outro lado também se fiaram demasiado no Arshavin para tentar dar a volta... verdade foi que com o Puyol, o Marchena e o Sérgio Ramos em cima dele, pouco pôde fazer, o que se verificou ao longo do jogo. A Rússia bem tentou, e o Akinfeev fez notar ser excelente guarda redes, mas a superioridade da Espanha era mais do que evidente, com jogadas muito bem construídas, e jogadores bastante bons, que acabaram por marcar 3 golos, justificados, mesmo tornando o resultado um pouco pesado. Man of the match: Fabregas (por mim), Iniesta (pela UEFA).

Um futebolístico bem haja,

-A

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Coisas do passado 1 : A Super Soaker.

Pois é, lembrei-me de começar uma nova rubrica intitulada ‘coisas do passado’, em comparação com o que vemos hoje em dia. E para a abrir, nada melhor do que a Super Soaker.

Imaginem-se com uns 10 anitos. Sem preocupações. Verão. Casa de primos com piscina e um jardim enorme. Bruto calor.

Isto leva inevitavelmente às guerras de água, quando há mais primos e irmãos e amigos à molhada. Já quando os fiáveis balões de água, a reles mangueira de rega e o balde cheio de água serviam para confrontar o adversário, chega uma nova arma.

Sim senhor, a Super Soaker. Temidíssima pela sua capacidade de água superior em comparação com as pistolinhas de água comuns dos chineses, com uma bela capacidade de pressão e um suposto alcance de 30 metros!

Então eis que um miúdo mais abonado compra uma. Neste caso a primeira que houve, a Super Soaker 50. Obviamente que todos os outros ficam em clara desvantagem, por isso chateiam os pais para lhes darem uma igual. Meia dúzia de bombadas e já havia pressão suficiente para encharcar alguém.

Corre tudo bem até alguém comprar uma Super Soaker 100. Passava automaticamente a team leader visto estar na vanguarda da tecnologia. Nisto surge ainda a Super Soaker 200, o terror, visto ter 2 tanques de água, o que tornava o reabastecimento muito menos frequente. Com o passar do tempo lembro-me perfeitamente de aparecer a 300 ou a 400, que até tinha uma espécie de mochila às costas com duas botijas que também se enchiam de água, tornando virtualmente invencível quem a possuísse.

Posteriormente apareceram outras pistolas de água que usavam a mesma física, mas nunca com a mística das primeiras. Com mais capacidade, com mais alcance, tudo bem, mas nunca verdadeiramente iguais. Além disso também me lembro que apareceram uns capacetes que mandavam um jactozinho de água a comandos de voz, mas que deixavam muito a desejar.

E assim se passava uma tarde.

Um húmido bem haja,

-A

terça-feira, 24 de junho de 2008

“Dig Out Your Soul”


Dia 29 de setembro chega às lojas “The Shock of the Lightning”, primeiro single do álbum “Dig Out Your Soul”, que aparece fisicamente no mercado uma semana depois, em 6 de outubro.“Eu queria uma canção com groove, que não seguisse a estrutura tradicional de verso, solo e refrão. A intenção foi fazer um som hipnótico”, disse Noel.A notícia foi divulgada oficialmente minutos atrás, ao mesmo tempo, no site da NME, no site oficial e através do Zane Lowe, na BBC Radio One. “Ouvi boa parte do álbum e posso garantir que eles estão oficialmente de volta. É puro rock”, disse, após divulgar a notícia.A música foi composta por Noel e é cantada por Liam como deve ser. O Lp foi gravado em duas etapas. A primeira no lendário Abbey Road e a segunda no Capitol Studios, em Los Angeles.Quem assina a produção é mais uma vez Dave Sardy.

domingo, 22 de junho de 2008

THE BEATLES- HERE COMES THE SUN

Here comes the sun, here comes the sun,
And I say it's all right
Little darling, it's been a long cold lonely winter
Little darling, it feels like years since it's been here
Here comes the sun, here comes the sun
And I say it's all right
Little darling, the smiles returning to the faces
Little darling, it seems like years since it's been here
Here comes the sun, here comes the sun
And I say it's all right
Sun, sun, sun, here it comes...
Sun, sun, sun, here it comes...
Sun, sun, sun, here it comes...
Sun, sun, sun, here it comes...
Sun, sun, sun, here it comes...
Little darling, I feel that ice is slowly melting
Little darling, it seems like years since it's been clear
Here comes the sun, here comes the sun,
And I say it's all right
It's all right

sábado, 21 de junho de 2008

Ainda sobre o Euro 2008.



Fazendo uma pausa no estudo e estando a ver o Holanda - Rússia desde os 80 minutos, sinceramente estou espantado com a diferença que é ver a Rússia e Portugal a jogar. Uma combatividade extrema, uma vontade absoluta de ganhar, e todos a jogar por gosto. Coisa que não se verifica na nossa selecção. Não tive lá muito interesse em ver o jogo até porque não tinha muito tempo a perder, mas ainda estou a ver o prolongamento, a Rússia acabou de fazer o 2-1 e merecia ter marcado mais uns 3 ou 4. A Holanda foi a sombra do que se viu nos outros 3 jogos. Neste momento a Rússia faz o 3-1. Mais do que merecido. Meninos mimados da selecção, ponham os olhos no que é jogar futebol em equipa por amor à camisola e não ao individualismo para ir jogar aqui ou ali, e aprendam o que é tentar até ao fim para ganhar, em vez de nos últimos 5 minutos darem um ar da vossa graça. Grandes passes, grandes jogadas, grande visão de jogo. A par da Turquia, duas equipas com grande valor, embora não sendo consideradas das 'grandes'.

Mas isto é a minha opinião, claro.

O jogo de ontem não posso comentar porque se vi 2 minutos, já foi muito, mas neste, indubitavelmente, man of the match - Arshavin, por mim e de certeza pela UEFA também. Se bem que podia ser outro qualquer jogador da equipa, como Pavlyuchenko ou Zyryanov. Melhor da Holanda, Van Persie.

Um futebolístico bem haja,

-A

Jean-Claude Van Damme gets an erection on television